5) O Sábado no Novo Testamento

Os apóstolos, a igreja primitiva e os textos controversos sobre o sábado

Muitos cristãos acreditam que o sábado foi abolido no Novo Testamento. Será verdade? Nesta lição, examinaremos como os apóstolos e a igreja primitiva se relacionaram com o sábado, e analisaremos os textos frequentemente usados para defender sua abolição.

A Prática dos Apóstolos

Qual era o costume de Paulo aos sábados?

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Paulo tinha o mesmo “costume” de Jesus — ir à sinagoga no sábado. E não era apenas para alcançar judeus; em Atos 13:42-44, os gentios pedem para ouvir a pregação “no próximo sábado”.

Paulo guardou o sábado apenas para não ofender os judeus?

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Se Paulo quisesse mudar o dia de adoração para domingo, por que não disse aos gentios: “Voltem amanhã, no domingo”? Em vez disso, a cidade inteira se reuniu “no próximo sábado”.

Quantos sábados são mencionados no livro de Atos?

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Em Atos 18:4, Paulo discutia na sinagoga “todos os sábados”. Versículo 11 diz que ficou ali um ano e seis meses — aproximadamente 78 sábados! E isso é apenas em Corinto.

“O fato de que Paulo discutiu nas sinagogas ‘todos os sábados’ mostra que ele não considerava o sábado abolido. Se o domingo tivesse sido o novo dia de adoração, Paulo teria pregado no domingo.” — Comentário Bíblico Adventista

E as Referências ao Domingo?

Atos 20:7 prova que os cristãos se reuniam todo domingo?

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A reunião de Atos 20:7 era à noite (v.8), numa reunião de despedida (v.7), onde Paulo pregou até a meia-noite porque partiria no dia seguinte. Não era um culto dominical regular, mas um encontro especial de despedida.

1 Coríntios 16:2 ordena cultos aos domingos?

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O texto diz “cada um de vós ponha de parte” (em casa), não há reunião mencionada! Paulo queria que, ao chegar, a coleta já estivesse pronta, sem precisar colher ofertas às pressas. Era uma instrução administrativa, não litúrgica.

Textos Frequentemente Mal Interpretados

Romanos 14:5 abole o sábado?

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O contexto de Romanos 14 é sobre alimentos (v.2-3) e dias de jejum (v.5-6). O capítulo trata de questões de consciência sobre práticas cerimoniais, não dos Dez Mandamentos. Paulo nunca colocaria o sábado do quarto mandamento em debate!

Colossenses 2:16 prova que o sábado foi abolido?

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O contexto fala de ordenanças “que nos era contrária” (v.14). O sábado da criação nunca foi contrário. Foi dado como bênção! Os “sábados” mencionados são os sábados cerimoniais ligados às festas judaicas (ver Levítico 23).

Gálatas 4:10 condena a guarda do sábado?

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O contexto de Gálatas é sobre salvação por obras da lei vs. graça. Os gálatas estavam voltando a práticas anteriores (v.9) — seja paganismo gentílico ou legalismo judaizante. Paulo não está abolindo o sábado, mas condenando o uso errado da lei como meio de salvação.

“O sábado foi incluído na lei dada no Sinai, mas não foi então apresentado pela primeira vez. O povo de Israel tinha conhecimento dele antes de chegar ao Sinai.” — Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 296

O Sábado na Profecia do Novo Testamento

O que Jesus disse sobre o sábado em relação à destruição de Jerusalém (70 d.C.)?

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Jesus esperava que Seus discípulos ainda guardassem o sábado 40 anos após a cruz! Se o sábado seria abolido na cruz, por que Jesus se preocuparia com a fuga no sábado em 70 d.C.?

E Agora?

As evidências do Novo Testamento são claras:

  • Os apóstolos guardavam o sábado: Não há registro de mudança
  • Os textos sobre domingo não provam nada: Referências raras e não litúrgicas
  • Os textos “contra” o sábado têm outro contexto: Festas cerimoniais, legalismo, não o sábado da criação
  • Jesus esperava a guarda do sábado após a cruz: Mateus 24:20

O silêncio do Novo Testamento sobre qualquer mudança é ensurdecedor. Se algo tão fundamental como o dia de adoração fosse mudado, haveria instruções claras!

Após examinar as evidências do Novo Testamento, reconheço que os apóstolos continuaram guardando o sábado e que não há mandamento para mudança. Os textos frequentemente usados contra o sábado, quando analisados em contexto, não o abolem. Desejo basear minha fé nas Escrituras, não em interpretações tradicionais.